2026 / Civic health app
Eagle Care: app cidadão em movimento
Redesign da home, menu e notificações do app cidadão da Eagle Care, transformando uma experiência reativa em uma superfície de cuidado, orientação e comunicação pública.

Este projeto nasceu com o objetivo de aprimorar a experiência do usuário, trazendo mais agilidade, mais facilidades de uso em menos cliques. Também se objetivou beneficiar o município através do estreitamento de laços com os cidadãos do município.
A versão anterior do Eagle Care cumpria funções importantes, mas se comportava como uma porta de entrada silenciosa. O usuário abria o aplicativo, procurava uma tarefa específica e saía. Para uma plataforma que conecta pessoas a serviços de saúde, consultas, medicamentos, informações públicas e suporte, esse padrão revelava uma oportunidade maior: transformar o primeiro contato em uma superfície de valor.
O ponto de partida
A home antiga concentrava a atenção em uma saudação visual. Ela criava presença de marca, mas não respondia às perguntas mais prováveis de quem abre um app de saúde: tenho consulta próxima? há medicamento para lembrar? existe alguma comunicação importante do município?
O menu seguia o mesmo padrão de esforço. As funções apareciam em uma lista linear, com muitos itens competindo no mesmo nível de importância. Não havia agrupamento por intenção, o que aumentava o tempo de busca e tornava a navegação mais dependente de leitura do que de reconhecimento.


De tela inicial para resumo útil
A nova home foi desenhada como um painel de resumo. Em vez de depender do usuário para procurar tudo, a interface passa a trazer para a superfície os sinais mais relevantes: próxima consulta, lembretes de medicação, atalhos de saúde e publicações do município.
Essa decisão muda a natureza da experiência. O aplicativo deixa de ser apenas uma ferramenta que responde a uma busca e passa a funcionar como um ponto de acompanhamento. Para o cidadão, isso reduz cliques e melhora a sensação de controle. Para a gestão pública, cria um canal mais visível para campanhas, avisos e orientações.
Menu como mapa, não inventário
O menu foi reestruturado para reduzir leitura e acelerar decisão. A lista extensa deu lugar a um grid com áreas de toque mais amplas, ícones mais reconhecíveis e agrupamento lógico entre ações de saúde, informações pessoais e suporte.
Essa mudança não é só visual. Em apps usados por públicos diversos, a arquitetura precisa favorecer reconhecimento rápido, tolerar pouca familiaridade digital e funcionar bem em uso com uma mão. O grid ajuda a transformar uma lista de recursos em um mapa de intenções.

Notificações que viram ação
A central de notificações foi tratada como uma camada de decisão, não apenas como uma caixa de mensagens. O objetivo era reduzir trocas de contexto: confirmar uma consulta, registrar um medicamento ou entender um alerta deveria acontecer dentro do próprio fluxo da notificação.
Esse padrão aproxima comunicação e tarefa. Uma mensagem deixa de ser um aviso solto e passa a carregar o próximo passo mais provável. Em saúde, esse detalhe importa: cada clique removido diminui a chance de esquecimento, abandono ou erro de interpretação.
Estados vazios também fazem parte do cuidado
O trabalho também cobriu momentos de ausência de dados e erro. Em vez de deixar telas vazias ou mensagens técnicas, os estados vazios foram desenhados para explicar o cenário, manter o usuário orientado e oferecer uma saída clara.
Essa camada é pequena na superfície, mas importante no produto. Ela evita que o usuário interprete falta de informação como falha, reduz frustração e preserva confiança no sistema.
Conclusão
O valor do redesign está na mudança de postura do produto. A interface deixa de esperar que o cidadão descubra onde está cada coisa e passa a organizar prioridade, contexto e ação.
Este case mostra um processo que começa na leitura crítica do produto existente, passa por arquitetura de informação e termina em interfaces capazes de sustentar uso real. A entrega visual é importante, mas ela não aparece isolada: cada tela responde a uma fricção identificada.
As métricas propostas para validar a evolução são diretas: redução do abandono na home, aumento de interação com publicações municipais, menor tempo para encontrar funcionalidades no menu e maior taxa de conclusão em ações disparadas por notificação.